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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Decifrando o Código da Resiliência

 * Ter consciência de que a vida é cíclica. Não há sucesso que dure todo tempo, e nem fracasso que é "eterno". Aplausos e anonimato alternam-se de múltiplas formas.

* Treinar diariamente:  a  enfrentar obstáculos, barreiras, dificuldades, crises; com flexibilidade, maleabilidade e reflexibilidade.

* Saber que as decepções e as adversidades nos constroem ou nos destroem. Usá-las para se reconstruir.

* Ter plena consciência de que ninguém é digno de saúde psíquica se não usar suas crises, angústias, fobias, humor depressivo, para destilá-la.

* Ter sapiência diária de que nenhum ser humano será digno do sucesso se desprezar suas derrotas, vexames, percalços e acidentes de percurso. Aprender a escrever nos dias mais dramáticos de nossa existência os capítulos mais importantes de nossa história.

Augusto Cury

Livro: O código da Inteligência


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Uma curiosidade sobre a : Cinderela





              Cinderela é um dos contos de fadas mais populares da humanidade. Sua origem tem diferentes versões. A versão mais conhecida é a do escritor francês Charles Perrault, de 1697, baseada num conto italiano popular chamado A Gata Borralheira. A mais antiga é originária na China, por volta de 860 a.C e a mais conhecida é a dos Irmãos Grimm, semelhante à de Charles Perrault. 
                 Sociólogos, historiadores e literatos veem na história de Cinderela muito mais do que uma simples trama romântica. Por ter origem atemporal e ter surgido em várias civilizações diferentes, a trajetória da protagonista traduziria uma espécie de arquétipo fundamental, traduzindo o anseio natural da psique humana em ser reconhecida especial e levada a uma existência superior. 


Fonte:http://www.trondibrasil.com.br/cinderela.html    e
http://pensandopsicanalise.blogspot.com.br/2012_07_22_archive.html

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Abelardo e Heloísa


"Fujo para longe de ti,
evitando-te como a um inimigo,
mas incessantemente te
procuro em meu pensamento.
Trago tua imagem em minha memória
e assim me traio e contradigo,
eu te odeio, eu te amo." 

Carta de Abelardo à Heloísa.

"É certo que quanto maior é
a causa da dor, maior se faz
a necessidade de para ela
encontrar consolo, e este
ninguém pode me dar, além de ti.
Tu és a causa de minha pena,
e só tu podes me proporcionar conforto.
Só tu tens o poder de me entristecer,
de me fazer feliz ou trazer consolo." 

Carta de Heloísa à Abelardo


                      Um dos túmulos mais bonitos que se encontra no Pére Lachaise é o de Pierre Abélard e Héloïse, protagonistas de um trágico romance interrompido na Paris medieval do séculoXII.  

                   Pedro Abelardo era um filósofo que se apaixonou por Heloísa, de quem era tutor e que era 20 anos mais nova. Os dois tiveram um filho, Astrolábio, e casaram-se às escondidas. Quando o tio de Heloísa, um clérigo de Notre-Dame, soube, mandou castrar Abelardo que foi viver na abadia de St. Denis, onde continuou seus estudos. Heloise retirou-se para um convento. Mesmo distantes, os dois se corresponderam em longas e amorosas cartas, mas nunca mais se falaram pessoalmente.

Hoje quase 700 anos depois, estão para sempre juntos numa tumba em estilo neogótico. 

                  Pierre Abélard (1079-1142) foi teólogo e filósofo francês, nascido em Le Pallet, perto de Nantes, considerado um dos maiores intelectuais do século XII com especial importância no campo da lógica, e precursor do racionalismo francês. Filho de um militar, foi discípulo de Roscelino de Copiègne e de Guilherme de Champeaux em Parise de Anselmo de Laon (c.1070-1171). De vida atormentada e irrequieta, depois de algumas tentativas de ter sua própria escola a partir dos 22 anos, foi professor na Escolade Notre-Dame (1114-1118), primeira universidade livre da França, onde combateu as ideias de Guilherme, obrigando-o a modificá-las.

 No Concílio de Soisons (1121),algumas de suas teses foram condenadas e no Concílio de Sens (1410), outras foram rejeitadas e foi acusado de heresia. Foi nessa época que começou sua ligação amorosa com sua aluna de nome Héloise (1100-1164), sobrinha do cônego Fulbert, de desastrosas conseqüências . Após se apaixonar e casar secretamente, foi atacado e castrado por ordem do irado tio. Depois disto ele se tornou monge no mosteiro de Saint-Denise, onde continuou lecionando, e ela freira em um convento de Argenteuil, onde se tornou uma das mulheres mais famosas de sua época. Após o infeliz castigo, mesmo como monge, ele não deixou de ser polêmico e colecionou atritos com outros religiosos como bispos e até mesmo com seus colegas monges, criando muitos inimigos. 
Existe um filme que conta a história dos dois : Em Nome de Deus
*O filme é lindo, faz muitos anos que vi...nunca chorei tanto, e por tanto tempo depois de ter assistido! Mas vale à pena!

Fonte:http://pt.scribd.com/doc/77287990/Abelardo-e-Heloisa


*Bom final de semana,amigos!! 
E bom começo da próxima!
Beijos!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Mistérios no Caminho


                      Hoje trago uma sugestão de leitura apaixonante:"Mistérios no Caminho - de Berenice Koerig - da Editora:ediPUCRS", tanto pelo estilo da escritora que torna a leitura fluída e prazeirosa, quanto pela profundidade do conteúdo. Um livro que nos trás um sorriso ao rosto, um calor ao coração. Através se suas páginas vamos percorrer o caminho de Compostela, vamos nos encantar com vivências de amor e fé. Nem preciso dizer que fui cativada! Vos deixo com as palavras da escritora, creio que lendo estas linhas entenderão bem o  que quero dizer.

"Que estranho rumo do meu caminho
a perseguir flechas amarelas
que apontam para o campo da estrela...
O que me fez abrir mão de oouvir o canto do sabiá
junto a minha janela enfeitada de flores
e sair procurando entre muros e pedras,
antes de o sol nascer,
o Caminho que leva a Compostela?"

Aos que acreditam sem ver para que perseverem;
Aos que que precisam ver para que se convertam; 
Aos débeis na fé para que se fortaleçam. 

" Posfácio
A inspiração
Quando peregrinei a Santiago de Compostela estimulada pela fé, em 1999, último Jacobeo do segundo milênio, não  cogitava escrever minha vivência no Caminho. Foram oitocentos quilômetros a pé desde Saint-Jean-de Port na França até a Galícia no extremo ocidental da Espanha. Na volta, decidi que aquela riquíssima experiência deveria ser compartilhada. Ocorre que, na farta literatura sobre o tema, tenho observado uma repetição quase exaustiva do que a mim também ocorreu no percurso. Não queria apenas reproduzir meus passos, mas dar um cunho evangelizador a meu escrito. Incitou-me Santiago, o Maior, que obedeceu fielmente ao Mestre, indo até os confins da terra para pregar o Evangelho. (...) Berenice Koerig

Imagem da 1ª história : 

                          Cada conto, uma história de um viajante. Uns a procura da fé perdida, outros para agradecer; uns creem, outros descrentes, enfim cada peregrino compartilha um pouco de si, nos presenteando com suas histórias.
A primeira fala de um obstetra frances, que perdeu sua fé em Deus, e é percorrendo o caminho que ele encontra um alento para o coração.
O livro ainda conta com belas aquarelas a cada nova história.

 **Para saber o preço e formas de compra deixo o link da cultura:
 http://www.livrariacultura.com.br/Produto/LIVRO/MISTERIOS-NO-CAMINHO/5099120

O livro também pode ser adquirido na Puc.
Quem quiser levar as imagens e ajudar na divulgação fique à vontade. Bons livros, assim como boas ações devem ser propagadas! Obrigada!

*Fotos minhas, feitas pelo celular.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A História da 9° Sinfonia de Ludwig van Beethoven

                    A Nona Sinfonia de Beethoven é a obra mais conhecida do gênio musical. Ela foi encomendada pela Real Sociedade Filarmônica em 1817 e começou a ser composta no ano seguinte. A base para sua criação foi a tentativa de Beethoven, musicar o poema "Ode a Alegria" de Friedrich Schiller, que lera quando era jovem e com o qual ficou emocionado por fazer menções a fraternidade humana. 

Influenciado pelos ideais da Revolução Francesa, queria que sua obra fosse imortal. Beethoven não conseguia realizar tal tarefa, e sempre ficava preso em determinadas passagens do poema. Felizmente, num belo dia, Beethoven adentrou correndo ao escritório para avisar ao secretário que havia conseguido.

Os versos do poema, que compõe a ¨Ode à Alegria¨ estão no 4º e último movimento da 9ª Sinfonia. 

A obra foi dedicada ao Rei Frederico Guilherme III, da Prússia, tida como um hino de emancipação do mundo europeu dos tempos feudais. A Nona Sinfonia apresenta a alegria e a felicidade como possíveis, e para que sejam atingidas, basta estreitar a mediocridade política e cultural que nos cercam. Daí a compreensão do motivo que levou a União Européia a adotar a obra de Beethoven como hino oficial.

A Nona Sinfonia foi apresentada pela primeira vez no Teatro Kärntnertor, na Áustria, em 7 de maio de 1824 e é marcada como a primeira obra de um compositor que tenha utilizado a voz humana com tamanha importância tal qual os instrumentos.

Brahms retratou com as seguintes palavras: "ouví-la é como escutar atrás de si o ressoar dos passos de um gigante”.

 *Quando compôs está sinfonia, Beethoven já estava completamente surdo.

 
 
Ludwig van Beethoven nasceu em 17 de dezembro de 1770 ,em Bonn na Alemanha e morreu em 26 de março de 1827, com 56 anos.

Em 1796, com 26 anos, começou a sentir os sintomas de uma surdez progressiva e que seria irreversível. Em 1814 ele já estava compeltamente surdo, além disso os pulmões estavam em frangalhos, o fígado dissolvia-se no álcool, o reumatismo e as dores de cabeça o atormentavam dia e noite, a surdez se fazia acompanhar de moléstias oculares. Mesmo assim, continuava a compor obras-primas. Diz-se que a falta de audição havia libertado o compositor de todas as convenções musicais, possibilitando-lhe criar uma música abstrata e completamente inovadora.

**TRECHO DA 9° NONA SINFONIA, CENA DO FILME "O SEGREDO DE BEETHOVEN"
Deixo duas dicas de cinema, de filmes inspirados na vida de Beethoven:


 "Minha Amada Imortal" com Gary Oldman

 
E o filme "O segredo de Beethoven" com Ed Harris

*Os dois filmes são encontrados na íntegra no you tube.

 
*Pequena parte do meu trabalho sobre a vida e obra de Beethoven, apresentada na segunda-feira (22/04)em power point. Por retratar o romantismo na música.
Bom final de semana, amigos!!  

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Não há pior cegueira...



"Não há pior cegueira que a de não ver o tempo.
E nós já não temos a lembrança
senão daquilo que os outros nos fazem recordar.
Quem hoje passeia a nossa memória
pela mão são exatamente aqueles que,ontem,
nos conduziram à cegueira."


Fala do personagem:O barbeiro de Viça Longe-
 do livro:O outro pé da sereia.  Mia Couto

*Mia Couto é um escritor incrível, seus textos e poemas são intensos e profundos e nos fazem pensar. Este trecho em particular ficou comigo por um longo tempo. E quanto mais eu pensava sobre ele, mas me surpreendia, pela veracidade  que encontrei nestas poucas linhas. É preciso questionar sempre. Bom final de semana,para todos! Beijos! Vivian.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Dor e Perda...


               "Dor e perda são provavelmente as criaturas mais terríveis que existem. Eles podem nos ensinar a nos preocupar com o futuro, a questionar a longevidade da felicidade, e provar-nos incapazes de desfrutar de felicidade quando a temos.
Mas a perda não deve ser uma criatura terrível. Deve ser uma criatura de sabedoria. Ele deve ensinar-nos a não temer, que amanhã pode nunca vir, mas viver plenamente, como se as horas estivessem derretendo como segundos. Perdas devem nos ensinar a valorizar aqueles que amamos, e nunca fazer algo que vai resultar em arrependimento, e para animar o nosso amanhã, com todas as suas promessas de grandeza.
Às vezes, força e coragem não são grandes coisas. Às vezes, a coisa mais corajosa que podemos fazer é aproveitar o que temos e ser positivo sobre o que nos faz feliz. É fácil e comum ter medo da
vida. É muito mais difícil armar-se com o bem , apesar de todas as coisas ruins. E nos preparar para o amanhã é uma guerra diária. "

Samantha Young
*Nota, no final do livro, da autora do: On Dublin Street

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