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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Exausto

                            


                          Eu quero uma licença de dormir,
                          perdão pra descansar horas a fio,
                          sem ao menos sonhar
                          a leve palha de um pequeno sonho.
                          Quero o que antes da vida
                          foi o profundo sono das espécies,
                          a graça de um estado.
                          Semente.
                          Muito mais que raízes.


                          Adélia Prado-Bagagem(Imago,1976)


Fonte:Revista Saraiva Conteúdo
Dez 2010 . Ano 1 N° 2




                     Quero Desejar à TODOS os amigos um 2011 iluminado, com muito Amor,Paz e Saúde!! Se não visitei alguém, me desculpe! Mas deixo aqui meus votos de felicidades!!
                     Agradeço a Todos que tem me acompanhado, comentado, ou apenas me visitado!OBRIGADA!! É muito importante para mim, poder compartilhar meu amor pela leitura!! E tenho encontrado tantas pessoas que também apreciam ler! 
                    Por isso meus amigos, Sejam Sempre bem Vindo!!!
                    Amanhã cedo vou ao litoral, visitar minha mãe e irmã, então só vou postar no Sábado!! ( Mana estamos chegando!!!) Boas festas para todos!!
                    

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Qualquer tempo

                       
                      Qualquer tempo é tempo.
                      A hora mesma da morte
                      é hora de nascer.


                      Nenhum tempo é tempo
                      bastante para a ciência
                      de ver, rever.


                      Tempo, contratempo
                      anulam-se, mas o sonho
                      resta, de viver.


                       Carlos Drummond de Andrade,
                       in "A Falta que Ama."
Fonte:www.citador.pt

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os livros são janelas

                       
                      Vi um livro no lixo e arrepiei-me pensando, que há livros que nascem mortos. Pode-se viver sem ler?
         Quem não lê não entra no rio da história e quem lê é como o mar onde desaguam muitos rios.Comprar um livro é sempre como a primeira vez, como quem marca um encontro para receber uma confidência. Uma casa sem livros está desabitada, é uma pensão...
        Os livros são janelas. Hoje vou abrir uma delas.


        (Padre) Vasco Pinto de Magalhães,
        in "Não há soluções,Há caminhos."


Fonte:Citador.pt
       

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Mãe

                         
                          Mãe ... São três letras pequenas
                          As desse nome bendito:
                          Também o céu tem três letras...
                          E nelas cabem o infinito.
                          Para louvar nossa mãe,
                          Todo o bem que se disse
                          Nunca há de ser tão grande
                          Como o bem que ela nos quer...
                          Palavra tão pequenina,
                          Bem sabem os lábios meus
                          Que és do tamanho do céu
                          E apenas menos que Deus!


                          Mario Quintana


Fonte:www.aindamelhor.com

domingo, 26 de dezembro de 2010

Não entendo...


                " Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo.Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietude; quero entender um pouco.Não demais, mas pelo menos entender que não entendo."


                Clarice Lispector


Fonte:pensador.uol.com.br

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Véspera de Natal!!!



                       Na véspera de Natal, o viajante e sua mulher faziam um balanço do ano que estava terminando.
                      Durante o jantar no único restaurante de um povoado nos Pirineus, o viajante começou a reclamar de algo que não tinha ocorrido como desejava.
                      A mulher olhava fixamente a árvore de Natal que enfeitava o restaurante.O viajante achou que ela não estava mais interessada na conversa,
e mudou de assunto:
                      _ Bela a iluminação desta árvore _disse.
                      _ É verdade _ respondeu a mulher.
                      _ Mas, se você reparar bem, no meio destas dezenas de lâmpadas há uma que está queimada. Me parece que, em vez de ver o ano como dezenas de bençãos que brilharam, você está fixando seu olhar na única lâmpada que não iluminou nada.
                       
                       Paulo Coelho
Fonte: Maktub - pág.78






                     Quero Desejar um Feliz Natal!! Que possamos conservar conosco o verdadeiro espírito de Natal o ano todo!!
                      Vamos agradecer mais, reclamar menos!!  Se algo não está como gostaria ,mude!! Faça algo! Todo dia é dia de buscar ser feliz!! Todo dia é dia de ir em busca dos nossos sonhos!!
                      Felicidades à todos os amigos!! Obrigada !!

Presente da Mia Lorena!! Obrigada!!


                                               http://mialorenasweihnachtsblog.blogspot.com/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Se


            Se és capaz de manter a tua calma quando
            Todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
            De crer em ti quando estão  todos duvidando,
            E para esses no entanto achar uma desculpa;
            Se és capaz de esperar sem te desesperares,
            Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
            Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
            E não parecer bom demais, nem pretensioso;


            Se és capaz de pensar_ sem que a isso só te atires;
            De sonhar_  sem fazer dos sonhos os teus senhores;
            Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
            Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
            Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
            Em armadilhas as verdades que disseste,
            E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas;
            E refazê-las com o bem pouco que te reste;


            Se és capaz de arriscar numa única parada
            Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
            E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
            Resignado, tornar ao ponto de partida;
            De forçar coração, nervos, músculos, tudo
            A dar seja o que for que neles ainda existe,
            E a persistir assim quando, exaustos, contudo
            Resta a vontade em ti que ainda ordena:"Persiste!";


            Se és capaz de entre a plebe, não te corromperes
            E , entre reis, não perder a naturalidade,
            E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
            Se a todos podes ser de alguma utilidade,
            E se és capaz de dar, segundo por segundo,
            Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
            Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
            E o que é mais _ tu serás um homem, ó meu filho!


            Rudyard Kipling


Fonte:O Livro das Virtudes_ William J. Bennett -Ed.Nova Fronteira
Pág.325/326   - Coragem

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

George Washington Carver


               "Quando se consegue fazer as coisas comuns da vida de uma maneira fora do comum, dispõe-se da atenção do mundo."


Fonte:citador.pt


                 *Hoje escolhi uma história muito muito impressionante. George Washington Carver tinha tudo para não conseguir nada.Mas sua força interior, boa vontade e tenacidade fizeram toda a diferença. Foi a biografia mais marcante e impressionante que já li! Agradeço a Namie, minha querida professora de pintura, por ter me emprestado está linda história!! 
                   Vale à pena conferir o resumo !!



O doutor das plantas
Persistente, Carver superou dificuldades como uma guerra civil e se tornou um dos maiores cientistas da história americana
CARMEN KAWANO
Tenacidade: O cientista George Carver teve de lutar contra a segregação no sul dos EUA para se tornar um dos grandes botânicos de seu tempo e o descobridor do índigo que dá cor ao jeans




A vida nunca foi fácil para George Washington Carver (1864-1943). Ele nasceu em meio à Guerra Civil Americana, quando os estados do sul, escravocratas, lutavam contra os estados do norte, que não aprovavam a escravidão. No estado sulista do Missouri, sua mãe, escrava, foi raptada logo que a guerra acabou e nunca mais foi vista pelos filhos ou por seus donos, os Carver, que criaram o menino e lhe deram o sobrenome.
George nunca se deixou abater.
Curioso, queria aprender tudo o que via ao seu redor.
Assim criou suas próprias agulhas para tricotar
e fazer crochê, aprendeu a cozinhar, lavar
e passar roupas e, principalmente, a
cuidar de plantas.
Assim ficou conhecido como o 
"doutor das plantas"
por seus vizinhos, que o procuravam se
suas flores estivessem com problemas. 
Mas o menino senti que precisava
estudar seriamente em uma escola.
Com o fim da guerra, a escravidão foi
 finalmente abolida em todos os estados,
mas a segregação racial continuou
oficializada no país por muito 
tempo. Não era qualquer escola
que admitia negros em suas salas.
Mas, mesmo enfrentando rejeições e
humilhações, Carver persistiu até
conseguir um lugar que o aceitasse.
Ele pôde, inicialmente,estudar artes,
principalmente pintura a óleo.
Seus quadros retratando plantas e flores
eram muito apreciados. Com a ajuda da
professora, ele conseguiu iniciar sua
carreira em ciências, tornando-se um
botânico na Universidade Estadual
de Iowa. Em seguida, foi pesquisar
em Tuskegee, no Alabama, onde
ficou o resto da vida.
No seu trabalho científico e engenhoso,
Carver não só conseguiu vários resultados,
como fez muito pelo bem dos negros e de
toda a região sul dos Estados Unidos.
Em seu humilde laboratório, pesquisou
várias plantas e descobriu muitos
produtos derivados do amendoim,
batata-doce e outros vegetais.
Um de seus feitos mais famosos foi
conseguir produzir o índigo, que dá o tom
às calças jeans e que salvou a indústria
americana em época de escassez de corantes.
Carver era uma espécie de consultor para
os pequenos agricultores, e ensinava-os
sobre tudo o que se referia a plantações.
Além disso, fez conferências para a
associação dos agricultores e empresários
do amendoim, aconselhando-os
sobre o plantio e sobre a produção
de derivados desse vegetal.
O cientista também impressionou
positivamente o Congresso americano
quando foi convidado a dar
sua opinião sobre a viabilidade
econômica de produzir o amendoim,
substituindo as importações.
Ele foi amigo de presidentes dos
Estados Unidos, ministros da
agricultura e de empresários
como Henry Ford e Thomas Edison,
que o convidou para trabalhar
em sua empresa de invenções,
impressionado pelas descobertas
que saíam do laboratório do
"doutor das plantas".
Carver poderia ter se tornado muito rico, 
mas recusou todos os convites porque
limitava sua vida a pesquisar para ajudar
seu povo, recebendo somente o necessário
para viver. Era comum o botânico aparecer
nas revistas da época, e hoje várias 
instituições mantêm viva a sua
contribuição para a História.
Fonte: revistagalileu.globo.com

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A valsa


                                        Tu ontem
                                        Na dança
                                        Que cansa,
                                        Voavas
                                        Co'as faces
                                        Em rosas
                                        Formosas
                                        De vivo,
                                        Lascivo
                                        Carmim ;
                                        Na valsa
                                        Tão falsa
                                        Corrias,
                                        Fugias ,
                                        Ardente
                                        Contente,
                                        Tranquila,
                                        Serena,
                                        Sem pena
                                        De mim!


                                        Quem dera
                                        Que sintas
                                        As dores
                                        De amores
                                        Que louco
                                        Senti!
                                        Quem dera
                                        Que sintas!...
                                         _Não negues,
                                        Não mintas...
                                        _Eu vi.


                                       Valsavas:
                                       _Teus belos
                                       Cabelos,
                                       Já soltos,
                                       Revoltos,
                                       Saltavam,
                                       Voavam
                                       No colo
                                       Que é meu;
                                       E os olhos
                                       Escuros
                                       Tão puros,
                                       Os olhos
                                       Perjuros
                                       Volvias,
                                       Tremias,
                                       Sorrias,
                                       P'ra outro
                                       Não eu!


                                       Quem dera
                                       Que sintas
                                       As dores
                                       De amores
                                       Que louco
                                       Senti!
                                       Quem dera
                                       Que sintas!...
                                       Não negues,
                                       Não mintas...
                                       Eu vi!


                                      Meu Deus!
                                      Era bela
                                      Donzela,
                                      Valsando,
                                      Sorrindo,
                                      Fugindo,
                                      Qual silfo
                                      Risonho
                                      Que em sonho
                                      Nos vem!
                                      Mas esse
                                      Sorriso
                                      Tão liso
                                      Que tinhas
                                      Nos lábios
                                      De rosa,
                                      Formosa,
                                      Tu davas,
                                      Mandavas,
                                      A quem?!


                                     Quem dera
                                     Que sintas
                                     As dores 
                                     De amores
                                     Que louco
                                     Senti!
                                     Quem dera
                                     Que sintas!...
                                     _Não negues,
                                     Não mintas
                                     _Eu vi!...


                                    Calado
                                    Sozinho
                                    Mesquinho,
                                    Em zelos,
                                    Ardente,
                                    Eu vi-te
                                    Correndo
                                    Tão falsa
                                    Na valsa
                                    Veloz
                                    Eu triste
                                    Vi tudo!


                                   Mas mudo
                                   Não tive
                                   Nas galas
                                   Das salas
                                   Nem falas
                                   Nem cantos,
                                   Nem prantos
                                   Nem voz!


                                   Quem dera
                                   Que sintas
                                   As dores
                                   De amores
                                   Que louco
                                   Senti!
                                   Quem dera
                                   Que sintas!...
                                    _Não negues
                                   Não mintas...
                                   _Eu vi!


                                  Na valsa
                                  Cansaste,
                                  Ficaste
                                  Prostada
                                  Turbada!
                                  Pensavas,
                                  Cismavas,
                                  E estavas
                                  Tão pálida
                                  Então;
                                  Qual pálida
                                  Rosa
                                  Mimosa
                                  No vale
                                  Do vento
                                  Cruento
                                  Batida,
                                  Caída
                                  Sem vida.
                                  No chão!


                                  Quem dera
                                  Que sintas
                                  As dores
                                  De amores
                                  Que louco
                                  Senti!
                                  Quem dera
                                  Que sintas!...
                                   _Não negues,
                                  Não mintas...                                  
                                  Eu vi! 


                                  Casimiro de Abreu
Fonte:www.paralerepensar.com.br


                             * A primeira vez que li esta poesia eu tinha 14 anos, e me apaixonei!!! Desde então sempre que leio sinto o mesmo encanto!!Minha alma dança...
                             Bom Dia para todos!!

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