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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Soneto da Fidelidade

De tudo,ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Que vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor(que tive):
Que não seja imortal,posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes(1913-1980)
Livro das Virtudes_William J.Bennett

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