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sábado, 2 de abril de 2011

Depois do...


Depois do céu, quem mais pasmosos milagres
faz é o amor.
Camilo Castelo Branco


Nos livros aprendi a fugir ao mal
 sem o experimentar.
Camilo Castelo Branco

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Luz entre Sombras



            É noite medonha e escura,
            Muda como o passamento,
            Uma só no firmamento
            Trêmula estrela fulgura.


            Fala aos ecos da espessura
            A chorosa harpa do vento,
            E nem canto sonolento
            Entre as árvores murmura.


            Noite que assombra a memória,
            Noite que os medos convida,
            Erma, triste, merencória.


           No entanto...minha alma olvida
           Dor que se transforma em glória,
           Morte que se rompe em vida.


          Machado de Assis
          "Falenas"

quinta-feira, 31 de março de 2011

O Alargamento do Saber

           
            "No processo de alargamento do saber é de vez em quando necessário proceder a uma reordenação. Na maior parte dos casos a reordenação tem lugar mediante novas máximas, mas permanece sempre provisória.
             É por isso que são bem-vindos os livros que nos apresentam, não apenas o que de novo se vai descobrindo no plano empírico, mas também os métodos que passaram a estar em voga. Quando acontece vermos aquilo que sabemos exposto segundo um outro método, ou mesmo numa língua estrangeira, o assunto ganha um especial encanto:surge como novidade e debaixo de um aspecto rejuvenescido.


               Joahn Wolfgang von Goethe,
               in "Máximas e Reflexões"
Fonte:citador.pt

quarta-feira, 30 de março de 2011

Até que ponto...



             Até que ponto você vai na vida depende
                     de você ser gentil com o jovem,
                          compassivo com o idoso,
                   misericordioso com o esforçado
                   e tolerante com o fraco e o forte. 
Porque algum dia na vida você terá sido todos eles.


               George Washington Carver

terça-feira, 29 de março de 2011

À Beleza

     
           Não tens corpo, nem pátria, nem família
           Não te curvas ao jugo dos tiranos.
           Não tens preço na terra dos humanos,
           Nem o tempo te rói.
           És a essência dos anos,
           O que vem e o que foi.


           És a carne dos deuses,
           O sorriso das pedras,
           E a candura do instinto.
           És aquele alimento
           De quem, farto de pão, anda faminto.


           És a graça da vida em toda a parte,
           Ou em arte,
           Ou em simples verdade.
           És o cravo vermelho,
           Ou a moça no espelho,
           Que depois de te ver se persuade.


           És um verso perfeito
           Que traz consigo a força do que diz.
           És o jeito           
           Que tem, antes de mestre, o aprendiz.


           És a beleza, enfim.És o teu nome.
           Um milagre, uma luz, uma harmonia,
           Uma linha sem traço...
           Mas sem corpo, sem pátria e sem família,
           Tudo repousa em paz no teu regaço.


               Miguel Torga, in "Odes"
Fonte:citador.pt

segunda-feira, 28 de março de 2011

Não temos...


Não temos nas nossas mãos as soluções 
para todos os problemas do mundo, 
mas diante de todos os problemas
 do mundo temos as nossas mãos."
Friedrich Schiller

domingo, 27 de março de 2011

O pavão



           Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.
          Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz o esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
         Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim, existem apenas meus olhos recebendo a luz do teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


           Rubem Braga, 
           Rio, novembro,1958
Fonte:releituras.com

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