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sábado, 7 de maio de 2011

Todos os Escritos Possuem um Sentido

    
             Não queremos ter vergonha de escrever e não sentimos a necessidade de falar para não dizer nada. De resto, ainda que o desejássemos, não o conseguiríamos: ninguém pode conseguir isso. Todos os escritos possuem um sentido, mesmo que esse sentido esteja muito afastado daquele que o autor tenha pensado dar-lhe. Para nós com efeito, o escritor não é Vestal nem Ariel:está <metido no caso>, faça o que fizer, marcado, comprometido,mesmo no seu mais profundo afastamento. Se, em certas épocas, utiliza a sua arte para forjar bugigangas de inanidade bem soante,até isso é significativo: é porque há uma crise das letras e, sem dúvida, da sociedade.
          
           Jean-Paul Sartre, in "Situações II"


Fonte:citador.pt

sexta-feira, 6 de maio de 2011

E Quando de Dia a Lonjura



            E quando de dia a lonjura dos montes
            Azuis atrai a minha saudade,
            E, de noite, as estrelas desmedidas
            Esplendorosas ardem sobre a minha cabeça


            Todos os dias e todas as noites
            Assim celebro o destino do homem:
            Se ele a pensar alcançar sempre o justo,
            Para sempre terá a beleza e a grandeza.


            Johann Wolfgang von Goethe, in "Poemas"
            Tradução de Paulo Quintela


Fonte:citador.pt

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Como disse o poeta William Blake:

           
             "Ver mundos no grão de areia, 
              beleza inefável na flor silvestre;
              conter o infinito na palma da mão
              e a eternidade num instante."


             Sim, todo ser humano, com exceção dos brutais, já teve a experiência interior de enxergar beleza, bondade e verdade e ser tomado por sensações supranaturais nesse instante.
              Porém, acostumados como estamos a dedicar nossa visão interior à mera satisfação da curiosidade intelectual ou à avaliação de pessoas e objetos para satisfazer a cobiça, o tempo dedicado ao melhor exercício subjetivo se reduziu drasticamente.
            Chica


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Cuidando do nosso canteiro interior

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Poesia



            "Gastei uma hora pensando um verso
              que a pena não quer escrever.
              No entanto ele está cá dentro
              inquieto, vivo.
              Ele está cá dentro
              e não quer sair.
              Mas a poesia deste momento
              inunda minha alma inteira."


              Carlos Drummond de Andrade


Fonte:Livro:Literatura Brasileira-das origens aos nossos dias-José de Nicola
Ed.Scipione

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pensamento e Ação



          O movimento não é progresso, assim como a atividade não é realização. O esquilo na sua gaiola rotativa faz movimento e mostra atividade sem chegar a parte alguma. Quem se deixa ir ao sabor das ondas pode ter grande atividade mas mover-se para trás. A sua energia pode dissipar-se, como o vapor de água no espaço vazio, se falar demais sobre os seus planos. Seja um executor, não um falador. <Pense>, sim, mas não divague até outra pessoa pensar, resolver e agir. O homem que tem de ser convencido a agir antes de entrar em atividade não é um homem de ação...tem de agir conforme respira. Proceda como se fosse impossível falhar.Só as suas ações determinam e mostram o seu valor. Se ficar recostado e quieto a ver o mundo passar _ o mundo passa mesmo. Não há nenhuma força do destino a planear a vida dos homens. O que nos sucede, de bom ou de mau, é quase sempre o resultado da nossa ação ou da falta dela. A ação é a base de qualquer realização.

             Alfred Montapert, 
             in 'A Suprema Filosofia do Homem'

Fonte:citador.pt

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sou...




            "Sou valente como as armas,
              Sou guapo como um leão.
              Índio velho sem governo,
              Minha lei é o coração."


             Quadrinha cantada pelo Capitão Rodrigo,
             personagem de O tempo e o vento.
             Érico Veríssimo


Fonte:Livro:Literatura Brasileira-Das origens aos nossos dias-
José de Nicola- Ed.Scipione

domingo, 1 de maio de 2011

Contemplo o Lago Mudo



             Contemplo o lago mudo
             Que uma brisa estremece.
             Não sei se penso em tudo
             Ou se tudo me esquece.

             O lago nada me diz,
             Não sinto a brisa mexê-lo
             Não sei se sou feliz
             Nem se desejo sê-lo.

            Trêmulos vincos risonhos
            Na água adormecida.
            Por que fiz eu dos sonhos
            A minha única vida?

           Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"



Fonte:citador.pt


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