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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Temporariamente Fechado

 
 
Olá, amigos!
 
Vou dar um tempo aqui no blog.
Um dos motivos do blog existir é para poder
compartilhar boas coisas, espalhar bons pensamentos,
cultura, literatura, amizade.
E estou numa fase de introspecção, não sei o que
compartilhar, só sinto um silêncio aqui dentro do meu coração.
 
Agradeço os carinhos, e até breve!
Boas Festas, para todos.
Que Deus os abençoe.
 
Vivian.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Retornando


Um toque, um pensamento.
Um som , um lamento.
Tudo vibra. Tudo clama.
E a vida? Chama!

Mas com um toque, com um pensamento
Tudo arde! Um tormento!
Então...Vira cinzas,
vira um novo momento.

Vivian Fernandes de Goes.

* Olá, amigos!!! Fiquei sem postar por algumas semanas, tive vários pequenos contratempos: meu note estragou, perdi vários arquivos da faculdade, e tive que refazê-los. Fiquei doente e com  isso andei desanimada, e percebi que minha mania de querer controlar tudo, estava levando-me ao limite. Então, estou tentando ser mais light, mais leve. Não é fácil...rsrs
 
Hoje começa a 59ª Feira do Livro de Porto Alegre!!! AMO esta feira!!!!
 
 
Este ano me inscrevi em três oficinas que a feira oferece e  estou muito contente!!!!!
Vou participar das oficinas:
 
*Como tornar a poesia acessível ao grande público- Com: Armindo Trevisan
 
*O Ensino da Língua Portuguesa: Pensar Mais e Decorar Menos- Com:Paulo Flávio Ledur
 
*Maleta de Leitura- uma viagem ao mundo dos livros- Com: Maurício Corrêa Leite
 
As oficinas são gratuitas, escolhi estas três mas são mais de 31 !!
Quem quiser saber mais, deixo o site da feira:

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Para Elas - Alice Ruiz e Alzira Espíndola



Amor que se dedica
amor que não se explica
até quando se vai
parece que ainda fica
olhando você sair
sabendo que vai cair
deixar que saia
deixar que caia

Por mais que vá sofrer
é o jeito de aprender

só você vai percorrer
e o teu caminho
se você vence, eu venço
se você perde, eu perco
e nada posso fazer
só deixar você viver

Enchemos a vida
de filhos
que nos enchem a vida

Um me enche de lembranças
que me enchem
de lágrimas

Outro me enche de alegrias
que enchem minhas noites
de dias

Outro me enche de esperanças
e receios
enquanto me incham
os seios

Amor que se dedica
amor que não se explica
até quando se vai
parece que ainda fica
olhando você sair
sabendo que vai cair
deixar que saia
deixar que caia

Por mais que vá sofrer
é o jeito de aprender
e o teu caminho
só você vai percorrer
se você vence, eu venço
se você perde, eu perco
e nada posso fazer
só deixar você viver

Só olhar você sofrer
só olhar você aprender

só olhar você crescer
só olhar você amar
só olhar você...


Alice Ruiz e Alzira Espíndola

*Deixo o vídeo com a música.
Voz em poema e vocal: Alice Ruiz
Violão e voz: Alzira Espíndola
Violão: Luiz Waack
Calimba: Décio Gioielle 



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Poesias



nada tão comum
que não possa chamá-lo
meu

nada tão meu
que não possa dizê-lo
nosso


nada tão mole
que não possa dizê-lo
osso

nada tão duro
que não possa dizer
posso

Paulo Leminski  
Pág. 21  Livro:Caprichos e Relaxos

pétala
não caia esse orvalho

olho
não perca essa lágrima

auras que já se foram
grato pela graça
a graça que eu acho
em tudo que fica
por tudo que passa

Paulo Leminski

Pág. 37 Livro: Caprichos e Relaxos 

*Ótima sexta-feira para todos!


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Aniversário do Blog!! 3 anos de muita cultura!


O tempo passa inexorável, quer estejamos atentos ou não.
O tempo passa insondável, quer estejamos sábios ou não.
O tempo passa suavemente, quer estejamos calmos ou não.
O tempo passa velozmente, quer estejamos no ritmo ou não.
O tempo passa pleno de oportunidades, mesmo que nem as percebamos.
O tempo passa implacável, é igual para todos.
O tempo não é vilão, nem mocinho. 
Este papel cabe a cada um de nós.

Vivian Fernandes de Goes.

Três anos de boas amizades, boas trocas de ideias, de carinhos e gentilezas.
Três anos de muita cultura, muita leitura e de novos horizontes.
Três anos que me fazem sorrir e ser grata.
Poder formar um núcleo de boas amizades é um presente raro.
Obrigada meus queridos amigos!

***Presente da Chica!!! Amei!! Obrigada!!!



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Se...



  
Se houver honra no coração, 
haverá beleza no caráter.
  Se houver beleza no caráter,
 haverá harmonia no lar. 
  Se houver harmonia no lar, 
haverá ordem no país. 
Se houver ordem no país,
                                          haverá paz no mundo.

                                                   Confúcio

*Meu tempo anda corrido. Muitos trabalhos para fazer, mas vim deixar um "oi"!!rs
Beijos.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O corvo - The Raven


Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."


Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.


E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."




Minh' alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais


Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.


Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."

Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?
E o Corvo disse: "Nunca mais."


Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."


No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."


Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranquilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.


Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."


"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
esta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."


"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."


"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."


E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!


Edgar Alan Poe
Versão/Tradução: Machado de Assis (1883)

  


Edgar Alan Poe mestre inconteste do terror e do suspense escreveu muitos contos e poemas.Nasceu em Boston dia 19 de janeiro de 1809 e morreu em 1849.

 
 
 

*Minha paixão pela literatura fantástica começou escutando as histórias de terror/lendas/folclore que minha vó me contava nas tardes de minha infância. E como apreciadora do gênero não poderia deixar de ser fã de Poe! 
Espero que gostem do poema! 


Beijos

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Só o Tempo - Only Time- Enya

*Sugestão: Antes de ler ligue a música. 

Quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Para onde vão os dias ?
Só o tempo 
E quem pode dizer se o seu amor crescerá
conforme seu coração escolher ?
Só o tempo
Quem pode dizer porque seu coração suspira
conforme seu amor flutua ?
Só o tempo
E quem pode dizer porque seu coração chora
quando seu amor morre?
Só o tempo
Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam
que o amor deve estar
em seu coração ?
E quem pode dizer quando o dia termina
se a noite guarda todo o seu coração ?
se a noite guarda todo o seu coração...
Quem pode dizer se o seu amor crescerá
conforme seu coração quiser ?
Só o tempo
E quem pode dizer aonde vai a estrada ?
Para onde vão os dias ?
Só o tempo
Quem sabe?
Só o tempo
Quem sabe?
Só o tempo 

*Tradução da música "Only Time" da Enya .
Letra que é pura poesia e melodia belíssima!
Deixo o vídeo.

**Infelizmente não consegui arrumar o post. O blogger não salva, então ficou assim...sem espaço entre as estrofes. Desculpe.

 Bjs 

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